{"id":6165,"date":"2020-02-08T22:24:26","date_gmt":"2020-02-08T22:24:26","guid":{"rendered":"http:\/\/beatrizazevedo.com\/?p=6165"},"modified":"2020-02-08T22:52:25","modified_gmt":"2020-02-08T22:52:25","slug":"critica-de-alexandre-nodari-sobre-o-livro-antropofagia-palimpsesto-selvagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/beatrizazevedo.com\/en\/uncategorized\/critica-de-alexandre-nodari-sobre-o-livro-antropofagia-palimpsesto-selvagem\/","title":{"rendered":"Cr\u00edtica de Alexandre Nodari sobre o livro Antropofagia Palimpsesto Selvagem"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Revista Quatro Cinco Um<\/strong>  #14  S\u00e3o Paulo: agosto de 2018<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1200\" height=\"1207\" src=\"http:\/\/beatrizazevedo.com\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/detalhe-451-1200x1207.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-6160\" srcset=\"https:\/\/beatrizazevedo.com\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/detalhe-451-1200x1207.jpg 1200w, https:\/\/beatrizazevedo.com\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/detalhe-451-150x150.jpg 150w, https:\/\/beatrizazevedo.com\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/detalhe-451-600x603.jpg 600w, https:\/\/beatrizazevedo.com\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/detalhe-451-768x772.jpg 768w, https:\/\/beatrizazevedo.com\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/detalhe-451-300x302.jpg 300w, https:\/\/beatrizazevedo.com\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/detalhe-451.jpg 1575w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.quatrocincoum.com.br\/br\/resenhas\/c\/nos-quem\">https:\/\/www.quatrocincoum.com.br\/br\/resenhas\/c\/nos-quem<\/a><br><br>Cr\u00edtica Liter\u00e1ria<br><strong>N\u00f3s, quem?<\/strong><br><br>Noventa anos ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o, o \u201cManifesto Antrop\u00f3fago\u201d finalmente \u00e9 submetido a um exame aprofundado de suas fontes e refer\u00eancias<br><strong>Alexandre Nodari<\/strong><br>01ago2018 04h51<\/p>\n\n\n\n<p>Azevedo, Beatriz<br>Antropofagia: palimpsesto selvagem <br>PREF. Eduardo Viveiros de Castro<br>Editora Sesi-SP \u2022 240 pp \u2022 R$ 59<\/p>\n\n\n\n<p style=\"text-align:left\"> Publicado h\u00e1 noventa anos e tendo servido de fonte para in\u00fameros movimentos culturais ao longo da segunda metade do s\u00e9culo 20, o Manifesto Antrop\u00f3fago ainda desconhecia uma leitura detida, aforismo por aforismo, que fizesse jus \u00e0 sua profundidade cr\u00edtica, \u00e0 multiplicidade das fontes que mobiliza, e ao processo de bricolagem pelo qual estas s\u00e3o articuladas por Oswald de Andrade, seu autor. <br><br> As poucas vers\u00f5es comentadas dispon\u00edveis, talvez devido ao formato e p\u00fablico-alvo, eram excessivamente lacunares e superficiais, limitando-se a elucidar certas refer\u00eancias do texto (e algumas vezes passando por cima das mais obscuras), no que, al\u00e9m do mais, nem sempre acertavam, como se pode ver pelos seus equ\u00edvocos etnogr\u00e1ficos e imprecis\u00f5es nas informa\u00e7\u00f5es fornecidas. Da\u00ed a import\u00e2ncia e ousadia (bem inestim\u00e1vel no cen\u00e1rio art\u00edstico e intelectual) de Antropofagia: palimpsesto selvagem. Fruto de longa pesquisa de Beatriz Azevedo, o livro n\u00e3o se prop\u00f5e a \u201c\u2018esgotar\u2019 os significados do Manifesto\u201d, mas \u201couvir a multiplicidade de vozes e pistas que ele engendra\u201d, tomando-o (o t\u00edtulo j\u00e1 indica) como um palimpsesto no qual se encontram rasurados, reescritos, reelaborados in\u00fameros textos e personagens (vozes), uns e outros tanto hist\u00f3ricos quanto ficcionais, organizados de modo selvagem, \u00e0 moda do selvagem (o que n\u00e3o quer dizer arbitrariamente). Trata-se, assim, n\u00e3o de uma leitura que se quer exaustiva, mas de um primeiro (embora largu\u00edssimo) passo de uma tarefa que \u00e9 necessariamente coletiva e aberta.<br><br> Pois, a bem da verdade, talvez s\u00f3 agora tenha chegado o momento da legibilidade do Manifesto, devido a uma conflu\u00eancia de fatores pol\u00edticos, culturais e te\u00f3ricos. Dentre os \u00faltimos, est\u00e3o, como Silviano Santiago assinalou recentemente, as possibilidades abertas pelo influxo do chamado p\u00f3s-estruturalismo para uma leitura renovada da Antropofagia que escape da camisa de for\u00e7a da busca ou afirma\u00e7\u00e3o de uma identidade nacional a que por tanto tempo foi relegada. Tendo Deleuze como uma de suas principais refer\u00eancias, o livro aponta como Oswald \u201cn\u00e3o escorregou na proposta do \u2018essencialismo\u2019, que quer definir restritivamente o que \u00e9 \u2018ser brasileiro\u2019, como se essa defini\u00e7\u00e3o fosse poss\u00edvel \u2014 ou necess\u00e1ria\u201d, como se (outra vis\u00e3o corrente e equivocada) a devora\u00e7\u00e3o constitu\u00edsse uma assimila\u00e7\u00e3o do outro em nome da acumula\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio. <br><br> Em um mesmo movimento, a autora salienta tanto o elemento indigesto, que pode acompanhar todo ato de comer, quanto o significado de transforma\u00e7\u00e3o e afirma\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a que a devora\u00e7\u00e3o possu\u00eda no ritual canibal amer\u00edndio que inspirou Oswald, fazendo da pr\u00f3pria Antropofagia um elemento de dif\u00edcil digest\u00e3o para a l\u00f3gica da identidade e da acumula\u00e7\u00e3o. <br><br> Oswald positiva as faltas atribu\u00eddas aos \u00edndios, vendo nelas uma recusa pol\u00edtico-existencial deliberada<br><br> Nesse ponto devemos apontar, al\u00e9m da virada de matriz filos\u00f3fica, embora ligado a ela, uma virada de cunho antropol\u00f3gico, sintetizada na import\u00e2ncia e interesse recente pelo pensamento de Viveiros de Castro (que assina o riqu\u00edssimo pref\u00e1cio do livro), que adubou o terreno necess\u00e1rio para que a vis\u00e3o oswaldiana sobre o canibalismo tupi enquanto \u00edndice de uma ontologia (ou seja, de uma metaf\u00edsica que ampara pr\u00e1ticas sociais, pol\u00edticas, econ\u00f4micas etc.) fosse levada a s\u00e9rio. <br><br> Pois outro dos bloqueios que a autora tenta romper \u00e9 o do suposto car\u00e1ter meramente intuitivo, ou mesmo de mera provoca\u00e7\u00e3o ou blague, das formula\u00e7\u00f5es de Oswald, mostrando o seu fundamento (as fontes, a perspectiva filos\u00f3fica que as embasa etc.). A teoria antropol\u00f3gica recente aliada ao exame cuidadoso das fontes do Manifesto permite-lhe revelar como Oswald, num gesto que prenuncia Pierre Clastres, positiva as faltas e car\u00eancias atribu\u00eddas aos amer\u00edndios (\u201cnunca tivemos gram\u00e1ticas\u201d, \u201cnunca fomos catequizados\u201d, \u201cnunca soubemos o que era urbano\u201d), vendo nelas uma recusa pol\u00edtico-existencial deliberada (\u201ccontra todos os importadores de consci\u00eancia enlatada\u201d, \u201ccontra todas as catequeses\u201d, \u201ccontra o homem vestido\u201d) \u2014 positiva\u00e7\u00e3o que, a autora demonstra, tamb\u00e9m se d\u00e1 isomorficamente no plano formal, por meio, entre outros, do recurso constante \u00e0 elipse. Beatriz Azevedo, assim, atende \u00e0 invectiva proferida por Raul Bopp de \u201clevar a s\u00e9rio esse estudo\u201d realizado pelos antrop\u00f3fagos, levando a s\u00e9rio at\u00e9 mesmo (ou principalmente) o humor oswaldiano, buscando decifrar-lhe o sentido, o efeito buscado, a sua import\u00e2ncia na estrutura textual. <br><br> <strong>Coisa de artista<\/strong><br><br> Mas, como se isso n\u00e3o fosse pouco, \u00e9 \u00e0s antenas da artista, desses \u201csism\u00f3grafos sensibil\u00edssimos dos desvios f\u00edsicos da massa\u201d, como definia Oswald, que devemos os maiores achados do livro. Como boa musicista, Beatriz Azevedo atende ao \u201cmundo orecular\u201d do Manifesto, lendo-lhe os \u201csinais\u201d. Desse modo, ela descobre como o aforismo \u201cFizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Bel\u00e9m do Par\u00e1\u201d \u00e9 refer\u00eancia direta a um maxixe composto por Sebasti\u00e3o Cirino e Duque, num \u201cprocedimento de impregna\u00e7\u00e3o da cultura popular na literatura modernista\u201d, que \u201cagrega o importante elemento afro-brasileiro\u201d, j\u00e1 presente em Pau Brasil. <br><br> Ademais, a proposta de ouvir o Manifestopossibilita-lhe elucidar n\u00e3o s\u00f3 seu conte\u00fado, mas tamb\u00e9m a sua forma (no que talvez seja a sua grande contribui\u00e7\u00e3o, se formos destacar uma), atentando para os \u201crefr\u00f5es\u201d, \u201cmantras\u201d, a \u201carquitetura de ecos\u201d que serve para \u201cfundir a dimens\u00e3o espa\u00e7o-temporal\u201d, criando o contexto do texto, o \u201cmatriarcado de Pindorama\u201d e evocando a \u201cvivacidade r\u00edtmica do \u00edndio\u201d, em suma, para a \u201cpartitura textual\u201d que se mostra, pelas lentes \u2014 ou ouvidos \u2014 perspicazes da autora, inclusive nos sinais gr\u00e1ficos, portadores de uma \u201cfun\u00e7\u00e3o r\u00edtmica\u201d. Por essa via, Beatriz vai trazendo \u00e0 tona a forma como o texto arma e rearma, arranja e rearranja, uma cena enunciativa, o modo como ele manifesta o antrop\u00f3fago, e como tal canibal se manifesta por meio dele. <br> Nesse \u201cgrande palco em que se transforma o manifesto\u201d, um \u201csujeito coletivo\u201d (\u201ca primeira pessoa do plural impl\u00edcita no texto\u201d) se dirige, como que em pra\u00e7a p\u00fablica, a um \u201caudit\u00f3rio virtual\u201d, a outros, declarando uma guerra, nomeando inimigos \u2014 uma das fun\u00e7\u00f5es dos manifestos no passado. Todavia, e essa \u00e9 uma quest\u00e3o que sempre me intrigou: quem \u00e9 esse \u201cn\u00f3s\u201d que se manifesta por meio dele (e a quem se dirige)? <br><br> Evidentemente, como j\u00e1 vimos, n\u00e3o se trata do povo brasileiro, da subst\u00e2ncia hipostasiada da identidade nacional. Tampouco \u00e9 o \u00edndio em voz pr\u00f3pria, de corpo inteiro, pois Oswald, integrante consciente e culpado das \u201celites vegetais\u201d, n\u00e3o seria pretensioso a esse ponto. \u00c9 prov\u00e1vel que uma resposta t\u00e3o simples, de fronteiras t\u00e3o demarcadas, n\u00e3o seja poss\u00edvel, pois \u2014 eis sugest\u00e3o de Beatriz \u2014 a cena que a cenografia do Manifesto constr\u00f3i \u00e9 a do ritual antropof\u00e1gico tupi, em que justamente as posi\u00e7\u00f5es do pr\u00f3prio (\u201cn\u00f3s\u201d) e do outro (\u201cvoc\u00eas\u201d) se encavalgam: estar\u00edamos, ent\u00e3o, diante da encarna\u00e7\u00e3o \u201cno corpo do texto\u201d da \u201cviv\u00eancia da teatralidade do jogo entre o devorador e o devorado\u201d. <br><br> A proposta de ouvir o Manifesto possibilita-lhe elucidar n\u00e3o s\u00f3 seu conte\u00fado, mas tamb\u00e9m a sua forma, atentando para sua \u2018arquitetura de ecos\u2019<br><br> Como se sabe, na cerim\u00f4nia canibal, matador e v\u00edtima encenavam um di\u00e1logo feroz no qual era dif\u00edcil definir quem mataria e quem seria morto, de quem a carne seria comida: o prisioneiro insistia que j\u00e1 havia devorado muitos dos parentes do algoz, e que seus pr\u00f3prios parentes o vingariam devorando a este. Nesse sentido, n\u00e3o poder\u00edamos dizer que quem fala no Manifesto, o \u201cn\u00f3s\u201d do texto, s\u00e3o os \u00edndios em n\u00f3s, aqueles que devoramos pelo processo colonizador? Que quem nele se manifesta para n\u00f3s s\u00e3o os \u00edndios latentes em n\u00f3s, os outros em n\u00f3s, n\u00f3s-outros? E n\u00e3o poder\u00edamos afirmar tamb\u00e9m que, como \u201cvacina antropof\u00e1gica\u201d contra n\u00f3s-mesmos, o que eles nos oferecem, pelo \u201ccorpo desmembrado da palavra\u201d do Manifesto que se assemelha ao corpo \u201cretalhado\u201d do inimigo no banquete canibal, \u00e9 o \u201cgosto\u201d, amargo e indigesto, da nossa \u201cpr\u00f3pria carne\u201d? Essa, ao menos a meu ver, \u00e9 a hip\u00f3tese que podemos ouvir em Antropofagia: palimpsesto selvagem. <br><br><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Quatro Cinco Um  #14  S\u00e3o Paulo: agosto de 2018<\/p>\n<p>https:\/\/www.quatrocincoum.com.br\/br\/resenhas\/c\/nos-quemCr\u00edtica Liter\u00e1riaN\u00f3s, quem?Noventa anos ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o, o \u201cManifesto Antrop\u00f3fago\u201d finalmente \u00e9 submetido a um exame aprofundado de suas &#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":6159,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[98,70,1],"tags":[],"class_list":["post-6165","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-imprensa","category-imprensa-literatura","category-uncategorized"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v22.7 - 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